header

Acesso a Editores

Acessos

Hoje1918
Ontem2212
Esta semana1918
Este mês17885
Total1939628

41 visitantes online

PALAVRAS QUE EDIFICAM

A prática

Em 1João 3.18 lemos: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (VRC). É possível que as muitas atividades cristãs de que temos participado e que promovemos sejam apenas uma camuflagem, uma parede atrás da qual nos escondemos. Se tirássemos todas as nossas programações cristãs, se abandonássemos a prática de muitos eventos, se deixássemos de nos encontrar apenas em grandes celebrações, que são muito mais religiosas do que vivas, se não tivéssemos o lugar onde nos reunimos para dar “Glória a Deus!” e “Aleluia!”, se não tivéssemos grupo de louvor e lindas coreografias, se não tivéssemos o bom pregador – o que sobraria para demonstrar nossa vida com Deus, nossa fé cristã? Há alguma coisa além disso que reflete Deus na nossa vida? Será que isso reflete Deus? Não seria esta – excesso de atividades e ausência de vida – a razão pela qual não conseguimos impactar o mundo? O mundo é capaz de fazer programas melhores, mais bonitos e mais atraentes que os nossos melhores, suas músicas são mais agradáveis e chamativas, pois talvez não façamos música cristã com muita preocupação e cuidado. São apenas dois exemplos, mas nos permitem concluir que perderemos sempre se insistirmos com programações. É tolice pensar que, com elas, atrairemos o mundo. Somente quando extravasarmos a vida de Deus e o amor entre os irmãos em nosso viver cotidiano é que o mundo será impactado. As pessoas dirão: “Como eles vivem! O que eles têm de diferente?”.

Em Atos 2.46,47 está registrado que os primeiros irmãos tinham uma vida em comum, partiam o pão de casa em casa e todos os dias estavam juntos no pátio do templo. Com isso, caíram na graça do povo, enquanto o Senhor acrescentava à igreja os que haviam de ser salvos! O fato de aqueles cristãos ficarem no pátio do templo implica que eles estavam arriscando a vida. Imagine a cena: eles se aproximavam dos judeus que freqüentavam o templo e lhes falavam a respeito de Jesus, da ressurreição e do Espírito.

Provavelmente lhes dissessem também: “Este lugar não é mais a habitação de Deus, não é mais lugar de Sua presença. Ele agora habita nos homens! Se você crê que Jesus morreu e ressuscitou, você recebe o Espírito. Foi o que aconteceu conosco! Ele desceu como línguas de fogo sobre nós. Éramos 120 pessoas reunidas, e o Espírito veio sobre nós.” Talvez os judeus não gostassem daquilo e chamassem os guardas, e alguns cristãos fugissem, enquanto outros eram presos.

Foi o que aconteceu com Estêvão. Um dia ele foi preso sob esta acusação: “Este homem tem ensinado contra este santo lugar, tem mudado os costumes de Moisés, tem dito que um tal de Jesus nazareno vai destruir este lugar. Ele está mudando nossos costumes!”

Conforme o registro de Atos 7, Estêvão, em sua defesa, tenta convencer os judeus de que ele nada fizera de errado. Ele descreve claramente o caminho de Deus, desde Abraão, passando por Moisés e Davi e chegando àqueles dias. Porém, quando ele disse aos judeus que Deus não habitava mais em templo feito por mãos humanas (v. 48), e os acusou de sempre resistirem ao Espírito Santo, os líderes não suportaram mais: investiram contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.

Esta é a mensagem que a igreja tem de pregar.

Esta é a mensagem que tem de voltar a ser ouvida da boca dos cristãos. Infelizmente, a igreja se perdeu.

Ela tem expressado muito mais religião, por meio de seus muitos eventos, do que vida e amor.

Creio que Deus está nos chamando de volta a dar o testemunho dado pelos primeiros cristãos. Se não vivermos o amor por Ele e pelos irmãos, Ele irá nos vomitar. Temos vivido muito mais em função de nós mesmos do que em função dos interesses de Deus. Precisamos que Ele sonde nosso coração e nos mostre nossas verdadeiras motivações quando O servimos: nosso interesse é manifestá-Lo ou atrair a atenção sobre nós? Nosso coração precisa, realmente, ser convertido à verdadeira vida.

( Capítulo dez do livro " Uma  vida pela qual vale a pena morrer " )

 

 

APOIO PUBLICITÁRIO

banner boasnovas